Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11144/718
Title: Contributo para o estudo das rotas marítimas e comerciais: Região Sado, no séc. XIX
Authors: Martins, Adolfo Miguel Borges Pinheiro da Silveira
Orientador: Figueiredo, Alexandra
Keywords: Arqueologia subaquática
património
navegação
contemporâneo
Issue Date: 17-Dec-2014
Abstract: No âmbito do mestrado em História, Arqueologia e Património, do discente Adolfo Miguel Martins pela Universidade Autónoma de Lisboa em colaboração com o Instituto Politécnico de Tomar e tendo como objecto de estudo o achado identificado por Tróia 1, encontra-se a ser desenvolvido um projecto dinâmico, que irá considerar a intervenção arqueológica tal como a conhecemos, mas também a interdisciplinaridade, em áreas tão distintas como a Biologia, a Geologia ou Hidrografia. O presente trabalho foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos e pretendeu encontrar repostas para questões tão pertinentes como: que navio é este? O porquê do seu naufrágio? Qual o seu propósito? e Desde quando ali se encontra? Para tal foi desencadeado um conjunto de acções na espectativa de que as respostas obtidas sejam esclarecedoras e contribuam para o estudo desta região e do seu contexto socioecónomico. Recorde-se que o século XIX representa o exponente máximo das técnicas construção empregues pelos carpinteiros navais e que a crescente necessidade de transportar mais produtos, por maiores distâncias e a grande velocidade promoveram a construção desenfreada de embarcações e provocaram a alteração do paradigma de construção naval que veio a desafiar as regras básicas da flutuabilidade e da segurança marítima. Em paralelo com esta crescente necessidade de produzir embarcações tecnicamente mais evoluídas, também os estaleiros navais tiveram a necessidade de se adaptar a esta nova realidade e a dar resposta aos interesses comerciais além-fronteiras. Neste século as rotas comerciais marítimas já se encontravam praticamente definidas e os corredores marítimos albergavam frequentemente embarcações das mais diversas nacionalidades e funcionalidades. Ao consultarmos (por exemplo) o acervo existente no Arquivo Distrital de Setúbal sobre as entradas e saídas das embarcações no porto desta região, poderemos verificar que por ali passaram só no ano de 1867 1 um total de 12 nacionalidades excluído as embarcações portuguesas - Suecos, russos “perusianos” noruegueses, italianos, ingleses, holandeses, espanhóis, alemães, franceses dinamarqueses e belgas, o que nos leva a presumir talvez por analogia com a actualidade que os portos nesse período representam um panorama multicultural e multifuncional onde tripulações, passageiros, estivadores e por vezes armadores se cruzavam em tão pequeno espaço. Tendo por base este contexto socioeconómico, marítimo e cultural o presente trabalho desenrolar-se-á em três fases sendo que no primeiro capitulo será apresentado o panorama genérico das principiais rotas adoptadas pelas companhias de navegação portuguesas, seguidamente será apresentado um caso de estudo que abordará as técnicas de construção naval utilizadas no séc. XIX, bem como o sitio arqueológico designado por Tróia 1: que representa o naufrágio de uma embarcação inserida cronologicamente nesse século de forma a permitir traçar a “vida” de um navio desde a sua construção até aos nossos dias. Por fim, serão apresentadas algumas considerações e reflexões sobre esta matéria.
Peer reviewed: no
URI: http://hdl.handle.net/11144/718
Appears in Collections:DH - Dissertações de Mestrado
BUAL - Dissertações de Mestrado

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