Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11144/628
Title: Variáveis individuais e grupais que promovem a inovação e a criatividade orgaizacional
Authors: Ribeiro, Maria Luisa Marques Peralta
Orientador: Magalhães, José Manuel Guimarães de
Keywords: Criatividade
Inovação
Fluxo
Equipas
Issue Date: 2014
Abstract: Num mercado cada vez mais global, a criatividade e inovação são hoje consideradas como fontes de vantagens competitivas para as organizações que as adotam. Contêm a chave para a sua sobrevivência, sendo a fonte de novos produtos distintivos, novos processos de fabrico, nova organização do trabalho, novas formas de Marketing e distribuição, resolução de problemas inesperados, redefinição de oportunidades, e uma forma de desenvolvimento pessoal e profissional. A criatividade depende de variáveis individuais, das condições contextuais (grupais e sociais) e dos recursos para o sucesso dos seus resultados. O contexto organizacional ocorre numa estrutura e cultura próprias, com dinâmicas que não podem ser ignoradas se quisermos compreender como esta se pode promover e desenvolver. A cultura do país influencia o que é valorizado e aceite em determinado local e tempo, o que torna relevante um estudo atual que tente compreender os fatores que atualmente são importantes para a criatividade em Portugal. O trabalho dos criativos mostra-nos alguma sobreposição com o conceito de fluxo, através da sua motivação intrínseca e absorção no desempenho da tarefa. Sendo esta uma forma ótima de adequação entre o trabalho e o indivíduo, torna-se um conceito interessante para aplicar ao estudo do trabalho organizacional, com o potencial de tornar o trabalho numa atividade que gere motivação, recompensa intrínseca e um crescente desempenho. Partindo de uma série de entrevistas a criativos portugueses que ganharam prémios de criatividade e inovação nos últimos 10 anos, foram identificados fatores considerados importantes para os seus bons resultados criativos através de uma análise lexical efetuada através do software Alceste. Estes constituíram um instrumento de 26 itens (a EcoCriT) que demonstrou boa validade (itens com cargas fatoriais entre .60 e .87) e fiabilidade (α de Cronbach entre .79 e .93). Foi efetuada uma análise fatorial confirmatória, que indica a interdependência dos fatores identificados (Trabalho, Equipa, Diversidade e Sociedade). Para a aferição da ocorrência de fluxo no trabalho em equipa utilizámos a escala EROE (Laneiro, 2011), efetuando uma análise fatorial confirmatória com resultados semelhantes aos originais, suportando a estrutura em nove fatores. O estudo correlacional entre a EcoCrit e a EROE revelou uma influência positiva das condições criativas de trabalho sobre a ocorrência de fluxo no trabalho em equipa, explicativa em 43%, com significância estatística. A análise multinível efetuada indica também que a influência da equipa é estatisticamente significativa, e portanto consiste num fator a ter em conta. Os resultados indicam que o aumento das condições de trabalho de uma forma que potencie a criatividade provoca um aumento de fluxo no trabalho em equipa, o que inclui uma maior motivação e recompensa intrínseca, e potencia uma espiral de crescimento pessoal e de desempenho no trabalho. Este conhecimento afigura-se essencial para a melhoria do desempenho organizacional através do desenvolvimento pessoal e profissional automotivado.
Peer reviewed: no
URI: http://hdl.handle.net/11144/628
Appears in Collections:DPS - Teses de Doutoramento
BUAL - Teses de Doutoramento

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